Tudo que provoca discussão "no sentido de disputa". A palavra vem do grego ‘polemikê' ("arte da guerra, ciência do combate"), pelo francês ‘polemique' (1578) adjetivo "guerreiro", (relativo a "disputa por escrito", 1584), (substantivo "discussão, controvérsia por escrito",1619). No Dicionário de Morais, de 1813, consta "controverso, de disputa. Ataque ou combate, e defesa das cidades e praças". O Dicionário "Grande Thesouro da Lingua Portugueza", 1871, do Frei Domingos Vieira, define como "que pertence a disputa por escrito" (escritor polemico). "Obras polêmicas" (obras que se fazem nas disputas literárias, para sustentar uma opinião contra outra). A mídia (jornalistas e apresentadores) sempre utiliza a palavra para definir algo chocante, contra os bons costumes, publicações de comportamentos libertinos de artistas, ofensas, arbitrariedade políticas, decisões pessoais e classistas de juízes etc., que em verdades não são polêmicas (não dividem opiniões, mas contraria toda a sociedade de uma só vez). Como a palavra é definida como "guerra, disputa, combate", deve haver dois "exércitos"; dois "times". Ou seja, deve haver "duas opiniões contrárias"; o fato deve "dividir opiniões", que fica difícil de se saber qual a "opinião pública", a que deve prevalecer como correto para a sociedade. Sendo assim pode se tratar como "polêmica". Nestes casos, na democracia grega, o imperador convocava o povo para decidir em votação, com favas(grãos preto e branco) ou ostras (cacos de louça). Esses procedimentos geraram os ditos populares "favas contadas" e "ostracismo".
terça-feira, 4 de setembro de 2018
POLÊMICA
POLÊMICA:
Tudo que provoca discussão "no sentido de disputa". A palavra vem do grego ‘polemikê' ("arte da guerra, ciência do combate"), pelo francês ‘polemique' (1578) adjetivo "guerreiro", (relativo a "disputa por escrito", 1584), (substantivo "discussão, controvérsia por escrito",1619). No Dicionário de Morais, de 1813, consta "controverso, de disputa. Ataque ou combate, e defesa das cidades e praças". O Dicionário "Grande Thesouro da Lingua Portugueza", 1871, do Frei Domingos Vieira, define como "que pertence a disputa por escrito" (escritor polemico). "Obras polêmicas" (obras que se fazem nas disputas literárias, para sustentar uma opinião contra outra). A mídia (jornalistas e apresentadores) sempre utiliza a palavra para definir algo chocante, contra os bons costumes, publicações de comportamentos libertinos de artistas, ofensas, arbitrariedade políticas, decisões pessoais e classistas de juízes etc., que em verdades não são polêmicas (não dividem opiniões, mas contraria toda a sociedade de uma só vez). Como a palavra é definida como "guerra, disputa, combate", deve haver dois "exércitos"; dois "times". Ou seja, deve haver "duas opiniões contrárias"; o fato deve "dividir opiniões", que fica difícil de se saber qual a "opinião pública", a que deve prevalecer como correto para a sociedade. Sendo assim pode se tratar como "polêmica". Nestes casos, na democracia grega, o imperador convocava o povo para decidir em votação, com favas(grãos preto e branco) ou ostras (cacos de louça). Esses procedimentos geraram os ditos populares "favas contadas" e "ostracismo".
Tudo que provoca discussão "no sentido de disputa". A palavra vem do grego ‘polemikê' ("arte da guerra, ciência do combate"), pelo francês ‘polemique' (1578) adjetivo "guerreiro", (relativo a "disputa por escrito", 1584), (substantivo "discussão, controvérsia por escrito",1619). No Dicionário de Morais, de 1813, consta "controverso, de disputa. Ataque ou combate, e defesa das cidades e praças". O Dicionário "Grande Thesouro da Lingua Portugueza", 1871, do Frei Domingos Vieira, define como "que pertence a disputa por escrito" (escritor polemico). "Obras polêmicas" (obras que se fazem nas disputas literárias, para sustentar uma opinião contra outra). A mídia (jornalistas e apresentadores) sempre utiliza a palavra para definir algo chocante, contra os bons costumes, publicações de comportamentos libertinos de artistas, ofensas, arbitrariedade políticas, decisões pessoais e classistas de juízes etc., que em verdades não são polêmicas (não dividem opiniões, mas contraria toda a sociedade de uma só vez). Como a palavra é definida como "guerra, disputa, combate", deve haver dois "exércitos"; dois "times". Ou seja, deve haver "duas opiniões contrárias"; o fato deve "dividir opiniões", que fica difícil de se saber qual a "opinião pública", a que deve prevalecer como correto para a sociedade. Sendo assim pode se tratar como "polêmica". Nestes casos, na democracia grega, o imperador convocava o povo para decidir em votação, com favas(grãos preto e branco) ou ostras (cacos de louça). Esses procedimentos geraram os ditos populares "favas contadas" e "ostracismo".
segunda-feira, 1 de maio de 2017
PAU DE ARARA
Segundo o Dicionário
Houaiss, “pau de arara” é o suporte de madeira no qual os sertanejos conduzem
araras, papagaios e outras aves trepadoras, para vender, cujo transporte era
feito com as aves penduradas pelos pés num pau que se carregava nos ombros e
também em exposição nas feiras-livres.
Mas o termo ganhou destaque definindo o
caminhão, de carroçaria aberta, no qual se fixa armadura de madeira, coberta
por lona, utilizado no transporte de retirantes no sertão brasileiro e no
México, o qual está sendo substituído por ônibus. É também como ficou conhecido
o instrumento de tortura que consiste num pau roliço em que o torturado é
pendurado pelos joelhos e cotovelos flexionados; cambau. Inicialmente o
caminhão transportava pessoas em pé e segurando no alto da armadura de madeira,
que se assemelhava ao transporte das aves penduradas (depois foi aprimorado com
bancos de tábuas).
Pela semelhança, o caminhão foi apelidado de “pau de arara”,
assim como o instrumento de tortura, em que o indivíduo fica pendurado.
PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIOSE
A maior palavra da língua portuguesa define uma termo de Medicina e surgiu no século XX. "pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose". É a doença pulmonar
aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas. É a maior palavra da língua
portuguesa, composta por quatro radicais gregos e três latinos.
Pneumo (do
grego ‘pneúmon’: “pulmão, ar”); Ultra (do latim ‘ultra’: “além; para além de;
fora de”); Micros (do grego ‘mikró’: “fração milionesimal; não visível a olho
nu”); Cópico (do grego ‘skopéo’: “olhar atentamente; examinar, observar”);
Silico (do latim ‘silex’/‘silicis’: “seixo; pedra; espécie de lava que servia
para construção de casa”); Vulcano (do latim ‘vulcanus’: “vulcano; fogo;
labareda; deus do fogo”); Coniose (grego ‘kónis’: “poeira; pó suspenso no ar;
poeira em forma de cone”) – chamada assim pelas formações cônicas que forma a
poeira dos furacões. Assim como a palavra otorrinaringologista é abreviada como
simplesmente “otorrino”, pode se facilitar a pronúncia do palavrão como
“pneumoconiose”.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
SOFRENÇA
SOFRENÇA
A palavra "sofrença"(Ç) já existiu na ortografia portuguesa e ainda é falada no Nordeste brasileiro. Significava "sofrimento; padecimento", principalmente "sofrer por tolerância ou resistência à paixão". Mas o termo entrou em
evidência no Brasil devido ao gênero musical conhecido como “arrocha”. Nele, em letras e títulos, a
palavra foi equivocadamente escrita como “sofrência” em uma música, porque lá no Nordeste brasileiro a palavra ainda é conhecida, mesmo sendo extinta do VOLP. Descobriram
que o termo não existe nos Dicionários. Logo a palavra entrou em evidência na
mídia e muitos etimologistas justificaram como sendo um neologismo de
“sofrimento” e “carência”, que, sem pesquisar, não perceberam que a palavra
“sofrença” já existiu na língua portuguesa e mesmo que o termo tenha desaparecido na nova ortografia,
continuava sendo falada (século XXI) na mesma região em que o grupo
musical surgiu, e onde é comum se atribuir “sofrença” a quem sofre por paixão
ou um "sofrimento leve e prolongado". Claro que na pronúncia, a terminação
“-ença” e “-ência” têm diferença imperceptível, pela tradição falada.
O gênero
musical mistura o ritmo sertanejo, o ritmo arrocha e o estilo brega. As canções
desse gênero falam sobre decepção amorosa, ciúme exagerado e amor não
correspondido (era o significado tradicional de “sofrença”). Quiçá a ideia de
neologismo foi uma saída para explicar o registro do “erro” na letra da música.
Tendo que ressuscitar um conceito antigo, a forma culta seria como ela constava
antes.
O Diccionario da Lingua
Portugueza, 1813, de Antônio de Morais Silva, e o Dicionário “Thesouro
da Lingua Portugueza”, 1871, do Frei Domingos Vieira, já registravam o verbete como
sendo um substantivo feminino antiquado. E define “sofrimento” como “ato ou
efeito de sofrer. Padecimento. Dor. Amargura. Paciência. Desastre.”. No
Dicionário da Língua Portuguesa de 1913, de Antônio Cândido de Figueiredo, traz
o verbete como “forma antiquada. O mesmo que sofrimento.”. E “sofrimento”
definido como “tolerância, paciência, aos abusos, aos crimes, e até na
religião” (talvez, referência à Inquisição).
Mas O Dicionário Houaiss da Língua
Portuguesa, de 2001, não registra o termo, mas faz duas referências a “sofrença”
como etimologia da palavra “sofrimento”. Uma delas, como exemplo no verbete
“sofr-“; outra, na etimologia da palavra “sofrimento”, que remete a 1450.
Portanto, o termo “sofrença” já existiu na língua portuguesa; e “sofrencia”, terminada em "cia", nunca existiu. A palavra "sofrença" foi substituída por “sofrimento” em razão das mudanças
ortográficas na língua portuguesa.
O filólogo e dicionarista Antônio Houaiss explica que o sufixo “-ença”
permaneceu para algumas regras e é formador de substantivos abstratos oriundos
de verbos outros da 1ª conjugação; ocorreu o desenvolvimento da forma culta
paralela “-ência”, gerando por vezes divergentes (como as terminações de
“pertença”: “pertinência”): atença, avença, benquerença, conhecença,
convalescença, crença, crescença, desavença, descrença, detença, diferença,
doença, fervença, malquerença, nascença, parecença, reconhecença, renascença,
sabença, tença, valença. O sufixo “-ência” permanece com a regra para sufixo
formador de substantivos abstratos oriundos de verbos outros que da 1ª
conjugação; como no caso de “-ância” e “-ança”, este é a forma culta paralela
de “-ença”, que, a partir do Renascimento, se difunde de tal arte que de certo
modo estanca a fecundidade de “-ença”: abnuência, abrangência, absorvência,
abstergência, abstinência, acedência, acrescência, aderência etc.; numa relação
de 455 palavras com esse “-ência” (já em explícita relação com verbos da língua
portuguesa, já em relação à forma latina em que essa relação está obliterada,
caso, por exemplo, de excelência, magnificência, reverência), há sempre esse
sufixo. Em suma, com a mudança ortográfica, algumas palavras mudaram a forma de
sufixação. Um dos exemplos é “sofrença” para “sofrimento” - com a mesma acepção
no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), em 2001.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
À FOLOTE
Se diz “à folote”, e às
vezes pronunciado "à folota", quando se tem em abundância. “Folote” é
adjetivo de dois gêneros. Vem do latim ‘follis’ (“fole”, de soprar, mais o
sufixo “-ote”). O termo era mais usado no Brasil nos estados de Pernambuco,
Alagoas, Piauí. “Folote” é frouxo (diz-se de comportamento), lasso, muito largo
(diz-se geralmente, de roupa), a gosto, confortável, à vontade, em abundância
(diz-se de coisas e objetos).
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