CALMA: Até o final século XX, no nordeste brasileiro ainda se ouvia os mais idosos dizerem: “Hoje tá uma calma...”; “Que calma é essa!?”. Mas a palavra “calma” já perdeu essa acepção de calor, de quentura, de alta temperatura. Atualmente, “calma” define “ausência de agitação; tranqüilidade; serenidade”. O espanhol e italiano têm ‘calma’, o francês ‘calme’, o inglês ‘calms’, o holandês ‘kal’. Apesar disso a origem da palavra é incerta. A conjectura mais plausível é a que deriva a palavra do baixo latim ‘cauma’ (“calor”), pois “calma” significa em português e espanhol o calor do dia. Houve mudança do “u” em “l”, conquanto não frequente, não é extraordinária. Quem, no atual século XXI, ler a estrofe de “Os Lusíadas” a seguir corre o risco de não entender: “Por fogo, ferro, água, calma e frio” o autor quis se referir a água “tranquila e fria”: “Não cometera o moço miserando / O carro alto do pai, nem o ar vazio / O grande arquiteto com filho, dando / Um, nome ao mar, e o outro, fama ao rio. / Nenhum cometimento alto e nefando / Por fogo, ferro, água, calma e frio, / Deixa intentado a humana geração. / Mísera sorte! Estranha condição!” (CAMÕES, Os Lusíadas, cântico IV, estrofe 104). O teólogo, gramático, lexicógrafo português Frei Domingos cita como exemplo para o verbete “sinal”, uma expressão antiga: "Grande calma, é signal de agua". Ela fala do calor que antecede as chuvas - Frei Domingos Vieira (1775-1857) - Grande Dicionário “Thesouro da Lingua Portugueza”, 1871, Porto/Portugal. No sentido figurado “agitação, calor no ânimo”. Há várias locuções com a terminologia de “calma”: “for em calma” (tranqüilidade, quietação do espírito). Esta oposição dos sentidos figurados liga-se imediatamente à diferença, que não é oposição, dos dois sentidos naturais. “Calma borralho” (locução náutica, o mesmo que “calma morta”), ou “calma podre” (ausência completa de movimento do ar; calmaria). “Calma” passou a significar tranquilidade absoluta no mar, cessação completa de vento, de modo que não haja nem a mínima aragem. Parece mesmo que “calma” (calor, quentura) tem origem diferente de “calma” (feminino de calmo - tranquilo). Assim o “ar calmo” é diferente da “calma do ar”; “mar calmo” é diferente da “calma do mar”. Em alguns textos antigos, em especial na poesia, se acham algumas expressões “calma do espírito”, “calma dos ânimos” etc., para se referir aos ânimos ou espírito quente, fervoroso, agitado. Atualmente, “calma do espírito” significa inquietação espiritual; e “calma dos ânimos” significa tranquilidade. Num diálogo na Ecloga, de Virgilio, a personagem Menalca diz a Dameta: “O’moços, recolhei logo as ovelhas: se a calma como há pouco, retiver o leite, por demais apertaremos as tetas com as mãos, quand’ordenharmos.” (Públio Virgílio Marão (70 - 19 a.C.) – Ecloga III, pag. 22, 1761), ou seja: se o calor afetar demais as ovelhas e houver retenção do leite dificulta a ordenha.
sábado, 12 de novembro de 2022
segunda-feira, 12 de outubro de 2020
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
MANIFESTO ANTI-COELHO

MANIFESTO
ANTI-COELHO
Baseado na obra "Manifesto Anti-Dantas", de José de Almada Negreiros, poeta d’Orfeu, futurista, referindo-se a Julio Dantas, poeta, matemático e político português.
(Ouça antes o “Manifesto Anti-Dantas” no You Tube)
https://www.youtube.com/watch?v=Izz4aoZ1Bsw
Uma cultura que
consente em representar-se por um Coelho é uma cultura que nunca o foi. É um
aprendizado de rude, de indignos e de cegos! É uma resma de charlatões e de
vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo essa
cultura!
Fora o Coelho, fora! Pim!
Uma cultura com um
Coelho à frente é um trenó puxada a renas impotentes!
Uma geração com um
Coelho à proa é uma canoa à deriva!
O Coelho é um fanfarrão!
O Coelho é muito fanfarrão!
O Coelho saberá
atirar flechas, fazer poses de Narciso, dar entrevistas, fazer auto-biografia, saberá muitas coisas, menos escrever que é a única coisa
que ele faz!
O Coelho pesca
tanto sobre misticismo que até escreve plágios!
O Coelho é um
habilidoso!
O Coelho usa o
“pé” como amoleto!
O Coelho anda à mal maíça!
O Coelho especula
e inocula os Imortais!
O Coelho é coelho!
O Coelho é Paulo!
Fora Coelho, fora! Pim!
O Coelho fez uma
apologia a Brida que tanto o podia ser apologia a Lesbo, à Cannabis, à Papoula,
ou às Bruxas, ou à Verônika, ou às alcoviteiras!
E o Coelho teve
claque! O Coelho teve palmas! E o Coelho se engrandece!
O Coelho é um Titivillus!
As escritas que ele faz tem mais erros e menos califasia.
Não é preciso ir a
Santiago para ser um "mago", basta ser embusteiro!
Não é preciso
ser copista para ser plagiador, basta escrever como o Coelho! Basta não ter
escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas,
com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho amarelo, basta
ser muito delicado, e usar cavanhaque! Basta ser flecheiro! Basta ser Coelho!
O Coelho nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!
O Coelho é um
autômato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é
preciso deitar fama!
O Coelho é um mago
dele próprio!
O Coelho em gênio nem chega a Acácio e em talento é pim-pam-pum!
O Coelho sorrindo é horroroso!
O Coelho inspira
mau agouro!
O Coelho é o
escárnio da consciência!
Se o Coelho é
brasileiro eu quero ser Pindorama!
Que deixe a Academia em paz ou jaz no Lete!
O Coelho é a
vergonha da intelectualidade brasileira!
O Coelho é a meta
da decadência mental!
E ainda há quem
não se envergonhe quando diz admirar o Coelho!
E ainda há quem
lhe estenda a mão!
E quem lhe ofereça
editoras!
E quem lhe dê
cadeira de imortal!
E ainda há quem
duvide que o Coelho não vale o que pesa, e que não sabe o que escreve, e que
nem é inteligente, e nem chega a dez por cento de zero!
Vocês não sabem quem é o “Mago Coelho”? Vou-lhes contar:
A princípio, um
plagiador. Ele furta as idéias do Siddhartha, do Cristo, do Ghandi, do Kardec,
de Gita, de Esopo. Ele escreve sobre ocultismo, magia negra, sobre Alquimia, sobre si,
sobre a vida alheia, e sobre tudo, tudo que desperta a curiosidade dos analfabetos funcionais, dos mal sucedidos no ensino e dos frustrados nos
estudos - como ele o é.
Foi criança problemática e adolescente revoltoso com os pais. E fazia do divã o seu oráculo.
Na escola não dava importância ao aprendizado. Dedicava-se aos concursos de poesia e teatro, e sequer prestou para ator nem poeta; escreve poesias sem rimas, sem métrica, sem coerência e sem poesia.
Não tem bom guardado. Escreve textos, música e livros furtando trechos de pensadores e monta sua obra com fazem as rendeiras as colchas de retalhos. És um hippie de outrora, que repete frases consagradas dos sábios para impressionar seus leitores.
Tentou estudar Direito, mas percebeu que estava errado. O certo era ser hippie! Achou-se! Abraçou as drogas e a macumbaria como nunca abraçou seus pais.
Escreve sobre si próprio com a falsidade de político brasileiro, se auto intitula “o mago”, mas não se confessa nem para si próprio trancado no banheiro, com a luz apagada.
Andou no Caminho de Santiago para enriquecer sua mentirosa "autobiografia" e vender aos que se interessam pela vida alheia, magia, mistérios e mais. Mas não anda a pé nem de sua casa até a livraria mais próxima.
O Coelho é fértil
e produz demasiadamente, porque serve de alimento pra tantos outros animais que
os ingere, digere e o transformam em fezes! Assim é o “mago Coelho”: seus
leitores devoram suas obras e defecam na sabedoria, fazendo sujeiras na
literatura... e pum!
Escreveu plágios, tantas obras, tantas colunas, tantos artigos que nem sei quantos! São livros, artigos, frases etc. Tem obras por toda parte, tanto que nem capim. O que o Coelho não sabe é que, excetuando o oxigênio, tudo que não presta há em demasia: baratas, ratos... e obras do Paulo Coelho!
Mas de uma coisa todos
sabem: quem escreve muito não tem tempo pra pensar. Ora, plagiar não exige
horas de raciocínio. Basta copiar e alterar algumas palavras (como fiz neste
Manifesto).
Há Coelho por toda
parte. Coelho nas bancas, nas lojas, nos mercados, nas
farmácias, nas lanchonetes, nos postos de combustíveis, nos camelôs; Coelho! Coelho! Coelho! Dá Coelho que
nem capim!
Fora o Coelho, fora... Pim!
Sua biografia na ABL mais parece um relatório policial sobre um desordeiro social.
E fique sabendo o Coelho que se um dia houver cultura no Brasil todo o mundo saberá que a Cadeira de um Imortal foi ocupada por uma abóbora. A imortalidade sofreu apocoloquintose* da sabedoria!
A "Cadeira de Academus" passa a tamborete. Pois nela se atazana a báscula pomposa de um efeminado "a la francês".
E fique sabendo o
Coelho que se todos fossem como eu, não terias a oportunidade de infectar a
cultura com ocultismo! Haveria preferência às idéias inatas, à erudição e à
sabedoria.
Mas julgais que
nisto se resume literatura portuguesa? Ou brasileira? Não. Mil vezes não! É cultura pífia!
Oh, céus! A
lâmpada de Aladim foi esfregada por um ignóbil que pediu a imortalidade
literária!
O Coelho esfregou a lâmpada!
Sob o efeito
mágico da lâmpada, a Academia pôs o “quantum” no lugar da essência!
Fora Coelho, fora! Pim!
A essência passou a nada, e nada valendo muito. Sócrates, Platão, Drummond e Quintana perderam seus valores; e o Coelho valorizado.
O Coelho é
amparado por um grande grupo de literatos que se sentem intelectuais quando
estão ao lado de um imbecil, cuja mentalidade é tão fértil como a reprodução dos
coelhos.
Os adoradores de
Coelho se gabam de chamar o português de “burro”. Mas manifestam tamanha
estupidez que até os asnos se envergonham e já andam cabisbaixo.
Com esses
Senhores, o Brasil conseguiu classificar-se entre as piores culturas do mundo!
Na qual uma criança estuda oito anos e continua analfabeta!
A cultura ruiu! ... Pim-pam-pum!
Uma “vergonha
brasileira” classificou qualquer pessoa que ler sem entender, ou que sebe
desenhar as letras do próprio nome, como alfabetizada. É o pum! Essa
flatulência que saía por baixo, agora é forçada a sair pela boca de
parlamentares, empresários, professores e intelectuais, e entrar no intelecto
de um aprendiz... Pelos ouvidos, e não pelo nariz.
Nas escolas, a
avaliação deu lugar às notas; a ciência deu lugar às aulas de sexo com ênfase à
pornografia; a história deu lugar à revolta do passado com ênfase ao ódio; a
literatura deu lugar ao escárnio e pabulagem. É a escola de quem sabe ler e
escrever, mas não conseguem entender e explicar.
Os discursos na
Academia não passam de masturbação mental. A sociedade já sente prazer de
repetir termos chulos: “desculpem o transtorno...”, “sai fora”, “vê se me
erra”, “me inclui fora dessa”, “brincadeira tem hora” e “Eu nasci há dez mil anos atrás"! É o
pum que não escapa por baixo e sai pela boca de quem tem intestino no lugar de
cérebro!
Nossos dicionários
já são até suspeitos de discriminação racial por casa de conceitos férteis
sobre ciganos.
Fora Coelho, fora! Pim!
Por Edvaldo Martins de Carvalho
(Valto Martins)
Ano
1999
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
O Adicto
Quem na vida já viveuDe algo foi dependenteSabe como é difícilTudo é dificilmenteSe for drogas e afinsMas a coisa fica ruimQuando é da nossa gente
Falo aqui dum doenteQue perdeu sua noçãoQue conversa com as placasE namora com orelhãoSeu amigo imaginárioÉ companheiro diárioCom quem tem sua afeição
E por falta de amparoComeça a cheirar colaE por falta de noçãoFoge logo da escolaSeu lar não lhe interessaA vida não tem pressaSe ele vive de esmola
Leva coisa na sacolaQue ninguém vai perceberFaz coisas na vidaPra família não saberCompra e vende escondidoFaz papel de bandidoPra no vicio se manter
No mundo não se aceitaTratar o chamado "noia"(1)A polícia tá de espreitaAté o governo apoiaA sociedade o rejeitaO traficante lhe aceita"Legalize"(2) é uma pinoia!
1 - Noia: dependente químico; usuário de drogas. Vem da redução de paranoia – delírio, loucura.2 - Legalize-já: lema do movimento de legalização da maconha, difundida por pichações e músicas, pois é promovido pelos verdadeiros traficantes, que não pode aparecer.
Quem diz que droga é joiaDependente dela éInvés de esposa em casaTem a puta em cabaréNa companhia do malCome cru e sem salSem alimento da fé
Ele queima o banzé(3)Cheira o maldito póInjetando "herói" na veiaUm mondongo(4) que dá dóAssim traduz um adicto(5)Que depende do “maldito”Até soltar-se do nó.
3 - Banzé: fumo picado, pronto para enrolar o cigarro. Neste caso, a erva da maconha.4 - Mondongo: pessoa suja; origem: resto das tripas de animal ao limpar, na manufaturamento (a mão) de linguiça;5 - Adicto: afeiçoado; inclinado; dependente. Nos Narcóticos ou Alcoólicos Anônimos, "um adicto é simplesmente um homem ou uma mulher cuja vida é controlada pelas drogas".
"É ruim por si sóQualquer forma de vício"Dizia Santo Agostinho,Um filósofo patrísticoPra seguir a nova trilhaPeça ajuda a famíliaNão importa o sacrifício
Largado num hospícioOu em psiquiatriaÉ o destino de quemUm bandouba(6) pareciaVivendo um maltrapilhoOu até como andarilhoPor culpa do que fazia
6 - Bandouba: restos de intestinos (tripas); indivíduo imundo.
Muitos deles jaziaNa cova de seu destinoOutros sujam seu nomePendurado em fio finoVendendo o que já devePraticando o que descreve"Arrebate de inopino"(7)
7 - ''Arrebatamento de inopino" é o furto rápido, como fazem os "batedores de carteira". O termo era usado pela polícia até meado de 1980. Depois apelidado de "punguista".
Vejam só lá um meninoQue drogas não aguentaCheirando um esmalteDa mãe que o afugentaJogado à própria sorteDeixando, vai à morteSe a fome o sustenta
Do adulto então lamentaPorque ele nega pão,Mas aparece alguémE lhe estende a mãoInvés de dar guaridaOu oferecer comidaLhe arrastam pra prisão
Logo vem a soluçãoPra tão difícil dilemaAs famigeradas ONGs(8)Montando estratagemaOferece um "charuto"Alegam evitar furtos,Mas faz parte do esquema
Como pode um problemaSer resolvido assimPor alguém envolvidoDo princípio ao fimO dependente sustentaA corrupção nojentaDe um sistema ruim
Se um político é afimDa tal "legalização"Ele está é envolvidoCom a "traficação"(9)O adicto é compradoEstá ele dominadoPelos grupos de ação
9 - Gíria para "traficância" - colaboração com a rima, por licença poética.
Governantes farãoAs providências cabíveisDa repressão ao tráficoPor todos seus níveisMas dum jeito morosoEles são oprobriosoE criminosos passíveis
Como será possívelA legal internaçãoUma clínica o apóiaSe houver aceitaçãoPra tratar da tal doençaDeve dele a anuênciaSenão vira uma prisão
Depois de já tratadoCom corpo e mente sãSe não tratar a famíliaA volta à casa é vãSó terá vida sadiaSe tratar a trilogia:Adicto, família e o "clã"(10)
10 - grupo em que um individuo faz parte numa sociedade.
Digas-me, amigo grãCom quem tu andarásLhes direi quem tu ésTambém o que farásSão palavras de JesusAceitas quem te conduzE direi-lhe quem serás
Dos Idos dos zagaisHá um dito tão beloQuem anda com porcoSó come o fareloAssim é um adictoEle se encaixa no ditoSe não corta seu elo
A justiça do marteloCondena quem anda juntoPois ele é coautorE responde em conjuntoE se anda em mais de trêsEle também é freguêsIsso agrava o assunto
Resta ao dependenteLimpar-se por completoNome, corpo e almaE de paz estar repletoCom pensamento tranquiloGuardar tudo em sigiloPois não era o correto.
Vá pensando no assuntoA volta pra cidadeLá é muito diferenteTem isca pra toda genteO anzol é de verdade
Mas... da sociedadeA espera é muito tristeReza e desapegaTerás quem lhe assiste?Invista em sua vidaNão entre em recaídaSem essa! Não desiste(11)
11 - O tempo correto do verbo é o imperativo "desista!". A forma no infinitivo "desiste!" já é falada no Brasil e foi utilizado assim por licença poética, em detrimento da rima.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
POLÊMICA
Tudo que provoca discussão "no sentido de disputa". A palavra vem do grego ‘polemikê' ("arte da guerra, ciência do combate"), pelo francês ‘polemique' (1578) adjetivo "guerreiro", (relativo a "disputa por escrito", 1584), (substantivo "discussão, controvérsia por escrito",1619). No Dicionário de Morais, de 1813, consta "controverso, de disputa. Ataque ou combate, e defesa das cidades e praças". O Dicionário "Grande Thesouro da Lingua Portugueza", 1871, do Frei Domingos Vieira, define como "que pertence a disputa por escrito" (escritor polemico). "Obras polêmicas" (obras que se fazem nas disputas literárias, para sustentar uma opinião contra outra). A mídia (jornalistas e apresentadores) sempre utiliza a palavra para definir algo chocante, contra os bons costumes, publicações de comportamentos libertinos de artistas, ofensas, arbitrariedade políticas, decisões pessoais e classistas de juízes etc., que em verdades não são polêmicas (não dividem opiniões, mas contraria toda a sociedade de uma só vez). Como a palavra é definida como "guerra, disputa, combate", deve haver dois "exércitos"; dois "times". Ou seja, deve haver "duas opiniões contrárias"; o fato deve "dividir opiniões", que fica difícil de se saber qual a "opinião pública", a que deve prevalecer como correto para a sociedade. Sendo assim pode se tratar como "polêmica". Nestes casos, na democracia grega, o imperador convocava o povo para decidir em votação, com favas(grãos preto e branco) ou ostras (cacos de louça). Esses procedimentos geraram os ditos populares "favas contadas" e "ostracismo".

